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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Exorcismo Em Latim original de 1614


:Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incursio infernalis adversarii, omnis legio, omnis congregatio et secta diabolica, in nomine et virtute Domini Nostri Jesu + Christi, eradicare et effugare a Dei Ecclesia, ab animabus ad imaginem Dei conditis ac pretioso divini Agni sanguine redemptis + . Non ultra audeas, serpens callidissime, decipere humanum genus, Dei Ecclesiam persequi, ac Dei electos excutere et cribrare sicut triticum + . Imperat tibi Deus altissimus + , cui in magna tua superbia te similem haberi adhuc præsumis; qui omnes homines vult salvos fieri et ad agnitionem veritaris venire. Imperat tibi Deus Pater + ; imperat tibi Deus Filius + ; imperat tibi Deus Spiritus Sanctus + . Imperat tibi majestas Christi, æternum Dei Verbum, caro factum + , qui pro salute generis nostri tua invidia perditi, humiliavit semetipsum facfus hobediens usque ad mortem; qui Ecclesiam suam ædificavit supra firmam petram, et portas inferi adversus eam nunquam esse prævalituras edixit, cum ea ipse permansurus omnibus diebus usque ad consummationem sæculi. Imperat tibi sacramentum Crucis + , omniumque christianæ fidei Mysteriorum virtus +. Imperat tibi excelsa Dei Genitrix Virgo Maria + , quæ superbissimum caput tuum a primo instanti immaculatæ suæ conceptionis in sua humilitate contrivit. Imperat tibi fides sanctorum Apostolorum Petri et Pauli, et ceterorum Apostolorum + . Imperat tibi Martyrum sanguis, ac pia Sanctorum et Sanctarum omnium intercessio +.



Ergo, draco maledicte et omnis legio diabolica, adjuramus te per Deum + vivum, per Deum + verum, per Deum + sanctum, per Deum qui sic dilexit mundum, ut Filium suum unigenitum daret, ut omnes qui credit in eum non pereat, sed habeat vitam æternam: cessa decipere humanas creaturas, eisque æternæ perditionìs venenum propinare: desine Ecclesiæ nocere, et ejus libertati laqueos injicere. Vade, satana, inventor et magister omnis fallaciæ, hostis humanæ salutis. Da locum Christo, in quo nihil invenisti de operibus tuis; da locum Ecclesiæ uni, sanctæ, catholicæ, et apostolicæ, quam Christus ipse acquisivit sanguine suo. Humiliare sub potenti manu Dei; contremisce et effuge, invocato a nobis sancto et terribili nomine Jesu, quem inferi tremunt, cui Virtutes cælorum et Potestates et Dominationes subjectæ sunt; quem Cherubim et Seraphim indefessis vocibus laudant, dicentes: Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus Deus Sabaoth.


V. Domine, exaudi orationem meam.

R. Et clamor meus ad te veniat.

[si fuerit saltem diaconus subjungat V. Dominus vobiscum.

R. Et cum spiritu tuo.]


Oremus.


Deus coeli, Deus terræ, Deus Angelorum, Deus Archangelorum, Deus Patriarcharum, Deus Prophetarum, Deus Apostolorum, Deus Martyrum, Deus Confessorum, Deus Virginum, Deus qui potestatem habes donare vitam post mortem, requiem post laborem; quia non est Deus præter te, nec esse potest nisi tu creator omnium visibilium et invisibilium, cujus regni non erit finis: humiIiter majestati gloriæ tuæ supplicamus, ut ab omni infernalium spirituum potestate, laqueo, deceptione et nequitia nos potenter liberare, et incolumes custodire digneris. Per Christum Dominum nostrum. Amen.


Ab insidiis diaboli, libera nos, Domine.

Ut Ecclesiam tuam secura tibi facias libertate servire, te rogamus, audi nos.

Ut inimicos sanctæ Ecclesiæ humiliare digneris, te rogamus audi nos.


Et aspergatur locus aqua benedicta


Exorcismo




Exorcismo é um ritual religioso para expulsar Satanás ou maus espíritos de uma pessoa, lugar ou objeto possuído. Na antiguidade, diversas culturas tinham rituais como esses. Hoje em dia, a Igreja Católica Romana ainda acredita em possessões diabólicas e seus sacerdotes ainda praticam o que é chamado de "exorcismo real", um ritual de 27 páginas que envolve o uso de água-benta, encantamentos e diversas preces, incensos, relíquias ou símbolos cristãos como a cruz, a fim de expulsar os espíritos malignos. A Igreja Católica tem atualmente pelo menos dez exorcistas oficiais nos EUA (Cuneo). O arcebispo de Calcutá, Henry Sebastian D´Souza, afirma ter ordenado a um padre que executasse o exorcismo em Madre Teresa pouco antes que ela morresse em 1997, por achar que ela estaria sendo atacada pelo diabo.
A maioria das seitas protestantes também acredita em possessões satânicas e em exorcismo. Michael Cuneo, sociólogo da Universidade Fordham, afirma que "segundo estimativas conservadoras, há pelo menos quinhentas ou seiscentas igrejas evangélicas exorcistas em operação, e é bem possível que o número seja duas ou três vezes maior". O Reverendo Brian Connor, da Carolina do Sul, diz que "lidar com o mal encarnado é isoladamente o componente mais negligenciado dos mandamentos bíblicos". * Connor apareceu no programa "Dateline" da NBC sobre exorcismo (13 de novembro de 2001). Ele e vários colegas passaram um dia inteiro tentando convencer os demônios a sair do corpo de um homem na casa dos cinqüenta anos, que tinha histórico de depressão e desânimo. Os exorcistas empunhavam Bíblias, que liam ocasionalmente, e cruzes. Agruparam-se em torno de seu paciente por horas, entoando preces e ordenando aos demônios que saíssem. O sujeito ocasionalmente uivava como um animal e fazia caretas para seus protetores. Isso teve carga dramática e até catártica suficiente para que ele vomitasse um pouco. Connor declarou que ele estaria cuspindo Satanás, e que todos os demônios haviam saído. No entanto, um acompanhamento feito dois meses mais tarde descobriu que o grupo teve de repetir o exercício outras seis vezes. Agora tinham certeza de que os demônios haviam partido e de que ele estava bem e era um novo homem.
Michael Cuneo assistiu a uma filmagem do exorcismo e concluiu que o grupo estava sugerindo ao paciente como deveria reagir, e não viu nenhum indício de possessão demoníaca ou de demônios sendo exorcizados. O mesmo filme foi mostrado a um psiquiatra, que disse não poder avaliar o que havia observado como profissional, mas como "crente" achou que poderia haver algo de real relacionado a possessão. Quando perguntaram em que ele basearia essa crença, respondeu sem rodeios: fé. Esse homem era membro do Comitê sobre Religião e Psiquiatria da Associação Psiquiátrica Americana.
Como leigo, achei o comportamento dos exorcistas no mínimo tão interessante quanto o do paciente. Acreditar em demônios é uma coisa. Acreditar que se tem a capacidade de invocar um ser sobrenatural de poder e perfeição infinita para fazer com que demônios se mudem ao seu comando parece coisa de doente mental. O grupo inteiro de exorcistas e o exorcizado estão iludidos. Os primeiros claramente sentiram grande orgulho de sua conquista e compartilharam uma vitória gloriosa sobre Satanás. O último foi mimado e acalentado, abraçado e amado, e finalmente abençoado e recompensado com os bons sentimentos das pessoas que cuidavam dele quando livrou-se de Satanás e disse "Jesus é o Senhor". Não parece haver nada de muito complicado no que aconteceu. O grupo convenceu o sujeito de que ele estava possuído. Deram-lhe pistas de como se comportar e recompensaram a ele e a si próprios quando o exorcizado deixou que o demônio saísse. Reforço comunitário e auto-engano podem ajudar muito a explicar como o grupo passou a acreditar que podia exorcizar demônios. Os exorcistas claramente gostam de seu trabalho e têm grande satisfação em "auxiliar" pessoas dessa forma poderosa. Tenho certeza de que muitos evangélicos que viram o programa estão curiosos para saber onde podem se inscrever para ser ajudantes de exorcista.
exorcismos tradicionais
É possível fazer exorcismos em lugares ou objetos inanimados, assim como em pessoas. Esses não precisam ser "exorcismos reais", mas podem ser "exorcismos simples" (geralmente conhecidos como o batismo de uma criança ou a "benzedura" de uma casa ou lugar). Parece que Satanás está em toda parte, mas o especialista em exorcismos reais só é necessário quando O Maligno começa a aprontar.
A maioria, senão todos os casos de suposta possessão demoníaca de seres humanos provavelmente consiste ou de pessoas com distúrbios cerebrais, que vão de epilepsia a esquizofrenia e síndrome de Tourette, ou de pessoas cujos cérebros são mais ou menos saudáveis, mas que têm a má sorte de serem induzidas a representar um papel social de conseqüências bem desagradáveis. Em qualquer dos casos, os comportamentos dos possuídos lembra muito os das pessoas que têm distúrbios eletroquímicos, neuroquímicos ou outros de ordem física ou emocional.
Uma versão secularizada de exorcismo é praticada por alguns terapeutas que se especializam em revelar e livrar seus clientes de "entidades" que, segundo crêem, são a causa dos problemas dos pacientes. Os terapeutas de livramento de entidades dedicam-se a esse trabalho, embora haja tantas evidências da existência das "entidades" como há dos demônios exorcizados pelos padres católicos e evangélicos protestantes. Muitas pessoas, no entanto, têm grande resistência à idéia de que a possessão demoníaca seja um mito, especialmente por terem visto ou lido obras de ficção como O Exorcista ou A Cidade do Horror. Não conseguem imaginar como aquilo poderia ser invenção. Assim mesmo, parece ser preciso muitomais imaginação para que alguém acredite em histórias como essas.
Muitas pessoas têm medo da possessão por demônios, mas os próprios exorcistas podem fazer grandes estragos
O exorcismo provocou várias tragédias no mundo real ao longo dos anos, inclusive diversas mortes.
Pastores pentecostais de San Francisco surraram uma mulher até a morte em 1995, tentando expulsar demônios.
Em 1997, uma cristã coreana foi pisoteada até a morte em Glendale, Califórnia. E na área do Bronx, na cidade de Nova York, uma garota de 5 anos morreu após ser forçada a ingerir um preparado contendo amônia e vinagre e ter a boca fechada com fita adesiva.
Em 1998, uma garota de 17 anos de Sayville, estado de Nova York, foi sufocada com um saco plástico pela mãe, que tentava destruir um demônio dentro da filha. *
Em 2001, Joanna Lee, uma mulher de 37 anos, foi estrangulada até a morte num exorcismo praticado por um pastor de uma igreja coreana que trabalhava na Nova Zelândia. Luke Lee, o pastor, foi condenado por homicídio.
Um programa da MSNBC sobre exorcistas, apresentando os evangélicos Tom Brown e Bob Larson, advertia os espectadores a não tentar fazer aquilo em casa porque poderiam acabar presos como conseqüência de exorcismos catastróficos como os citados acima. O jogo dos evangélicos é reunir grupos de pessoas problemáticas e procurar pelos demônios que causam os problemas para que possam exorcizá-los. Brown e Larson nunca mataram ninguém, até onde sabemos, mas se ajudam ou prejudicam pessoas não foi possível descobrir através do programa, já que os "repórteres" não fizeram nenhuma verificação do passado ou acompanhamentos posteriores nas pessoas exorcizadas.
A única arma dos exorcistas é uma Bíblia, que é segura em uma das mãos enquanto falam com o diabo em cenas bem dramáticas, dignas de um Jerry Springer ou um Jenny Jones [N.T.: Apresentadores de programas de TV nos EUA em que se explora a baixaria. Equivalentes ao Ratinho no Brasil]. Os "possuídos" poderiam ser doentes mentais, atores, atores doentes mentais, viciados em drogas, ou poderiam estar possuídos, como alegam os exorcistas. Todos os participantes apresentados parecem ter assistido ao filme O Exorcistaou uma de suas continuações. Todos se incorporaram o papel do Satanás da voz rouca, falando das profundezas, que foi mostrado no filme. As semelhanças de fala e comportamento dos "possuídos" levou alguns psicólogos como Nicholas Spanos a concluir que tanto o "exorcista" como o "possuído" estão representando papéis.
O que desaponta no programa da MSNBC é que não houve qualquer esforço para se conseguir a opinião de qualquer pessoa sobre o que estava acontecendo, a não ser a dos teleevangelistas e seus pacientes. Um jornalista sério não procuraria uma terceira opinião? Por que deveríamos acreditar na palavra de partes interessadas como Brown e Larson de que seus pacientes realmente estavam possuídos e de que realmente eliminaram Satanás de todos aqueles corpos? Esses exorcistas evangélicos poderiam estar se iludindo e cometendo apredisposição para a confirmação. Mesmo se suas intenções forem boas é mais provável que estejam iludidos e certamente prejudicando aos que exorcizam e que deveriam estar sob cuidados psiquiátricos.

sábado, 7 de maio de 2011

PADRE GABRIELE AMORTH


Famoso Exorcista da diocese de Roma.


EXORCIZAR AS CASAS?


Não se pode encontra nenhum exemplo na Bíblia mas, a experiência prova que, este tipo de exorcismos é necessário em certos casos e que, os resultados obtidos são satisfatórios. Mesmo o Ritual não prevê esta forma de exorcismo.

Na verdade, o final do exorcismo de Leão XIII preconiza a bênção dos lugares onde esta oração é recitada; contudo, todo o seu conteúdo tende a invocar a proteção de Deus para a Igreja contra os espíritos malignos, sem nenhuma referência aos lugares.

Devo precisar que nunca vi locais invadidos por espíritos como certos filmes ou romances descrevem a esse respeito, sobretudo quando se referem a velhos castelos desabitados. Os seus autores tinham, evidentemente, como único objetivo apresentar cenas espetaculares e impressionantes, não se baseando em nenhum estudo sério.
Por outro lado, é-se muitas vezes confrontado com barulhos, por vezes semelhantes à crepitação, outras a pancadas, outras vezes tem-se a impressão de uma presença, de se estar a ser fixado, tocado ou atacado. É evidente que, nestes casos, pode haver uma grande parte de sugestão, o medo que dá forma às sombras.

Mas há casos muito mais complexos. Portas que se abrem e fecham a uma determinada hora; passos que ressoam nos corredores; objetos que de deslocam ou desaparecem para reaparecer depois nos lugares mais estranhos; animais que não se vêem mas se sentem movimentar.
Lembro-me de uma família em que todos os membros a determinada hora, ouviam a porta de entrada se abrir, depois um barulho de passo pesados (de homem) atravessando o corredor antes de se desvanecerem numa divisão, ninguém sabia qual.

Um dia em que estava presente um dos seus amigos, o barulho habitual fez-se ouvir claramente, a ponto de este amigo perguntar quem tinha entrado; para não o aterrorizar responderam-lhe que se tratava de um hóspede de passagem. Ouvi falar da materialização de insetos, de gatos e de serpentes; um dos meus pacientes, encontrou mesmo um sapo vivo na sua almofada!

A maior parte das vezes uma presença maléfica num local manifesta-se provocando problemas físicos: insônias, dores de cabeça ou de estômago, um mal-estar geral que não se sente em mais nenhum lugar. Então torna-se fácil controlar estes fenômenos embora nem sempre seja fácil determinar a causa.

Vamos ver por exemplo o caso de uma pessoa que cada vez que é convidada para ir na casa de um parente próximo ou amigo, experimenta os seguintes problemas: insônia, mal-estar, dores de cabeça... que podem durar vários dias; entretanto não volta a sofrer disso se se vai embora. Neste caso há um controle fácil. A causa contudo pode ser extremamente variável.

Pode-se tratar de pura e simples sugestão quando razões válidas o fazem supor (quando por exemplo uma nora vai a casa da sogra que se opôs ao seu casamento ou que nutria um amor possessivo para com o filho). Mas também se pode tratar de causas maléficas.

Assinalamos que é interessante notar o comportamento dos animais domésticos face a estes fenômenos. Quando se sente a presença de alguém na divisão onde se encontram, vê-se muitas vezes o cão ou o gato da casa fixarem os olhos num determinado ponto; ou fugirem bruscamente, aterrorizados, como se esse ser misterioso se aproximasse deles.
Poderia contar várias acontecimentos interessantes a quem desejasse estudar este aspecto mais em detalhe. Contento-me, em dizer que, segundo a minha perspectiva, os animais não distinguem nada de concreto, mas são mais sensíveis do que o homem a uma eventual presença. E não nego que o seu comportamento possa constituir um elemento determinante para decidir se convém exorcizar uma casa ou não.

O essencial, quando se recebem pessoas angustiadas por este tipo de fenômenos, é interrogá-las bem e, se for caso disso, exorcizá-las. Na maioria dos casos os fenômenos mencionados não são devidos a presenças maléficas nas casas, mas a presenças maléficas nas pessoas. Aconteceu-me muitas vezes não obter nenhum sucesso ao exorcizar a casa; e depois á medida que exorcizava a pessoa ou as pessoas, constatar que as manifestações na casa diminuíam, e acabavam por desaparecer completamente.

Como se exorciza uma casa?

O Pe. Cândido e eu próprio aplicamos o seguinte método. O Ritual contém uma dezena de orações em que se pede ao Senhor que proteja os lugares contra as presenças maléficas. Encontram-se nas bênçãos das casas, escolas, etc. Rezamos algumas, depois lemos a primeira parte do primeiro exorcismo destinado às pessoas, mas adaptando-as à casa. Benzemos em seguida cada divisão como fazemos na benção da casa. Fazemos o mesmo percurso com o incenso benzido. Terminamos com outro oração. Encontrei uma eficácia especial ao celebrar a Missa nas casas, depois de as ter exorcizado.

Quando os incômodos são de pouca importância, um só exorcismo é suficiente. Quando é causado por um malefício e este é renovado, convém repetir também o exorcismo até que a casa se torne “impermeável” aos malefícios. Nos casos mais graves, as dificuldades são numerosas.
Tive por exemplo que exorcizar apartamentos nos quais durante muito tempo se tinham realizado sessões de espiritismo ou que tinham sido habitados por feiticeiros que faziam magia negra. No entanto, o pior era quando tinham sido lá celebrados cultos satânicos. Em alguns casos a gravidade dos problemas e a dificuldade em obter uma libertação completa, foram de tal ordem, que aconselhei os meus pacientes a mudar de casa.

Em alguns casos, não graves, as orações foram suficientes para restabelecer a paz. Uma família era incomodada por inexplicáveis barulhos noturnos; mandou celebrar dez missas e depois disso os barulhos diminuíram consideravelmente. Mandou ainda celebrou mais dez missas e a seguir os barulhos desapareceram totalmente.

Seriam almas do purgatório que por permissão divina se puderam fazer ouvir para pedir sufrágios? É difícil garantir. Apenas queria aqui assinalar este fato com o qual já fui confrontado várias vezes.
Don Pellegrino Ernetti, o mais celebre exorcista de Trivenetto, também muito conhecido como estudioso de música e de Bíblia, teve experiência de casos excessivamente graves. Em casa de uma família, portas e janelas perfeitamente fechadas abriam-se e fechavam-se, cadeiras voavam, armários rangiam, aconteciam todos os absurdos.

O padre decidiu resolver este caso empregando simultaneamente os três sacramentais a que os exorcistas recorrem constantemente. Aconselhou misturar num recipiente qualquer (chávena, copo...) água, óleo e sal exorcizados. Depois recomendou deitar todas as noites uma colher da mistura na sacada de todas as janelas e nas bases de todas as portas, rezando um Pai Nosso de cada vez.
O remédio foi espetacular. A família parou com este uso e passado uma semana, os inconvenientes recomeçaram a importunar a calma doméstica para voltarem a desaparecer depois de se voltar a utilizar o remédio sugerido.

No que se refere aos animais domésticos já me têm perguntado se eles poderiam ser incomodados pelo demônio e, em caso afirmativo, o que se deveria fazer. O Evangelho relata-nos a história daquela legião de demônios que pediu a Jesus autorização para entrar nas duas varas de porcos; depois de obterem uma resposta positiva, todos os animais se precipitaram no lago de genesaré onde se afogaram.

Conheço o caso de um exorcista incompetente que mandou a um demônio que fosse apossar-se do porco duma família de camponeses: o animal ficou imediatamente em fúria e despedaçou a dona. Inútil será dizer que o mataram imediatamente. Trata-se, portanto de um caso esporádico que levou imediatamente à morte do animal.

Contaram-me que um bruxo se servia do gato para levar objetos maléficos ao destino; eu diria que neste caso o possesso era o dono, não o animal. O gato é considerado como um animal que “absorve os espíritos” e outras vezes consideram que os espíritos maléficos se tornam visíveis sob a forma de gato. Para certos bruxos e em certos tipos de magia, o uso de um gato é fundamental. Mas este simpático animal não é minimamente responsável por isso.
Digamos, contudo, que a infestação de animais também é possível e que é permitido benzê-los a fim de os libertar. Mas em todos os casos de infestação (lugares, objetos, animais), como de resto em todos os outros casos, o exorcista deve conhecer os fenômenos de origem paranormal. Esses conhecimentos são indispensáveis para evitar toda a ambigüidade, mesmo se esta obra não tem, infelizmente, ocasião de falar disso diretamente.

Para terminar recordamos que, já nos primeiros séculos, os cristãos também exorcizavam as casas, os animais e os objetos. Entre outros, Orígenes testemunha este fato. Justamente como já fizemos notar o Catecismo da Igreja Católica fala de exorcismos não só para as pessoas, mas também para os objetos (can. 1673).

Fonte: Extraído do Livro "Um Exorcista Conta-nos" - Pe. Gabriele Amorth - Ed. Paulinas.